Por que meu bloqueador de anúncios não bloqueia todos os anúncios?

Você instalou um dos melhores bloqueadores de anúncios que recomendamos, mas, mesmo assim, continua vendo alguns anúncios. Isso não significa necessariamente que o seu bloqueador está com defeito. Alguns anúncios simplesmente não podem ser bloqueados, e outros exigem uma solução alternativa especial que os bloqueadores de anúncios sozinhos não conseguem fazer. Além disso, é mais fácil bloquear anúncios em um navegador do que no seu celular ou na sua smart TV. Esses são sistemas fechados, com apps mais fechados. É assim que as coisas são. E até os melhores bloqueadores de anúncios às vezes esbarram em um limite, já que alguns anúncios passam direto pelos filtros mais fortes.

Estamos aqui para falar sobre os motivos disso e, quem sabe, ver se você pode fazer alguma coisa a respeito. 


Por que ainda vejo anúncios mesmo com um bloqueador de anúncios instalado?

Até o melhor bloqueador de anúncios tem pontos cegos. A maioria das extensões de bloqueio de anúncios é feita para navegadores, então elas são melhores em filtrar anúncios em sites. Mas anúncios fora do seu navegador… como dentro de apps para celular ou nas interfaces dos dispositivos, nesses casos esses bloqueadores costumam falhar. Na verdade, muitos anúncios para celular e promoções dentro de apps continuam aparecendo porque os métodos de bloqueio não são universais e não funcionam com eles.

Por exemplo, nos iPhones, os bloqueadores de conteúdo só funcionam no Safari, não dentro de outros apps. E, em todas as plataformas, alguns anúncios são entregues de maneiras que os tornam indistinguíveis do conteúdo normal, assunto do qual vamos falar mais daqui a pouco. Como resultado, você ainda pode ver anúncios em lugares como o app do Facebook, o app do YouTube, o menu da smart TV ou até na caixa de entrada do seu e-mail, mesmo usando um bloqueador de anúncios.

Os bloqueadores de anúncios tradicionais filtram principalmente anúncios de terceiros em sites. Eles vacilam quando os anúncios vêm da mesma fonte que o conteúdo que você quer ou quando são entregues por apps e sistemas que não permitem filtragem externa. Nem mesmo os bloqueadores de anúncios para o celular inteiro ou os bloqueadores baseados em DNS conseguem remover todos os anúncios.


Por que os bloqueadores de anúncios não conseguem remover os anúncios do Facebook e do Instagram?

Se você já tentou se livrar dos anúncios nos apps para celular do Facebook, do Instagram ou do TikTok, provavelmente percebeu que não dá. Os bloqueadores de anúncios têm dificuldade com os anúncios dentro desses apps por causa da forma como eles exibem os anúncios. Ao contrário dos anúncios em uma página da web, que vêm de domínios de servidores de anúncios óbvios, o Facebook e o Instagram carregam os anúncios a partir dos mesmos servidores que entregam as publicações e fotos dos seus amigos. Em outras palavras, os anúncios compartilham o mesmo domínio e os mesmos endpoints de API que o conteúdo legítimo. Um bloqueador no nível da rede (como um Pi-hole ou um DNS privado) não consegue simplesmente bloquear o domínio dos “anúncios”, porque não existe um domínio de anúncios separado; tudo vem dos próprios servidores do Facebook. 

Além disso, os apps para celular são um ambiente fechado. As extensões de bloqueio de anúncios para navegador não conseguem se conectar a um app nativo para ocultar elementos do jeito que fazem nas páginas da web. Esses apps de redes sociais projetam seus anúncios de propósito para que se misturem às publicações normais (publicações patrocinadas, conteúdo sugerido), tornando a filtragem externa quase impossível. Eles são essencialmente anúncios próprios (first-party), entregues pelos servidores do app e estilizados como parte do feed, então os filtros tradicionais de bloqueio de anúncios não conseguem isolá-los. O Facebook tem uma equipe inteira dedicada à entrega de anúncios, garantindo que eles sejam exibidos como conteúdo normal e até ofuscando ativamente o código dos anúncios para frustrar os bloqueadores na web. No celular, eles nem precisam ofuscar; a natureza fechada do app já deixa os bloqueadores do lado de fora.

Na prática, isso significa que você não consegue bloquear de forma eficaz os anúncios nos apps do Facebook, do Instagram ou do TikTok com um bloqueador de anúncios comum. O máximo que você pode fazer é ocultar anúncios específicos de que não gosta e mexer nas configurações para limitar o rastreamento. Mas, mesmo assim, sempre existe algum tipo de rastreamento acontecendo nesses apps, principalmente porque eles têm muitos dados sobre você. Esse é o preço que você paga por usar um serviço “gratuito”.


Por que o YouTube ainda mostra anúncios no meu celular e na minha smart TV?

Um dos principais motivos pelos quais muita gente usa bloqueadores de anúncios é o YouTube. Os anúncios do YouTube são invasivos e ficam piores a cada vez. E, embora bloqueadores de anúncios como o AdGuard bloqueiem com sucesso os anúncios do YouTube nos navegadores de desktop, a história não é a mesma nos celulares e nas smart TVs. Os apps oficiais do YouTube em celulares e dispositivos de streaming puxam tanto os vídeos quanto os anúncios do próprio domínio do YouTube (youtube.com).

Os bloqueadores de DNS não podem bloquear o youtube.com de vez sem bloquear também todo o conteúdo de vídeo. No nível da rede, um vídeo de anúncio parece idêntico a um stream de vídeo normal do YouTube. Não existe uma maneira simples de filtrar um e permitir o outro.

As extensões de navegador não funcionam no app do YouTube para celular, e o app não oferece um recurso integrado para pular anúncios para usuários gratuitos. O app do YouTube para smart TV enfrenta as mesmas limitações. A Samsung supostamente faz o tráfego do YouTube passar por proxy nos servidores das suas TVs, o que impede que bloqueadores de DNS como o Pi-hole identifiquem e bloqueiem os anúncios sem quebrar o stream de vídeo inteiro.

Essa tática se chama inserção de anúncios no servidor (server-side ad insertion). Ela mistura os anúncios ao stream de conteúdo. Do ponto de vista do app, o anúncio se torna parte de um único vídeo contínuo e não deixa nenhuma chamada separada para os bloqueadores de anúncios interceptarem.

Os bloqueadores de anúncios comuns esbarram em um limite com o YouTube nas plataformas de celular e TV. Alguns usuários assistem ao YouTube em navegadores para celular com bloqueadores de conteúdo (menos prático do que o app), instalam apps especializados ou usam a transmissão a partir do navegador. A solução mais direta continua sendo o YouTube Premium, que remove os anúncios em todos os dispositivos por meio de uma assinatura paga.


Dá para bloquear os anúncios na tela inicial da minha smart TV?

Plataformas de smart TV como Samsung Tizen, LG webOS e Roku integram conteúdo promocional diretamente à sua interface. A Samsung já declarou claramente que não é possível desativar totalmente os anúncios em suas smart TVs, e que o conteúdo promocional vem embutido no sistema.

Algumas configurações podem reduzir esses anúncios. Na Samsung, você pode desativar “Anúncios baseados em interesses” nas configurações de Privacidade e desligar a “Execução automática do Smart Hub”. Esses passos podem interromper a segmentação personalizada ou os pop-ups ocasionais, mas não vão remover os espaços fixos de anúncios da tela inicial. A LG e outros fabricantes oferecem configurações para recusar anúncios personalizados, o que pode deixar os anúncios mais genéricos ou ocultar algumas sugestões de conteúdo, mas o espaço reservado para anúncios continua lá.

Os bloqueadores de DNS no nível da rede às vezes conseguem interceptar os domínios de anúncios usados pelo software da TV. Bloquear domínios de anúncios conhecidos da Samsung pode impedir que parte do conteúdo promocional carregue, embora usuários relatem que um bloqueio agressivo pode desativar serviços de streaming, já que os fabricantes costumam entrelaçar as solicitações de anúncios com funções essenciais da TV. E, mesmo depois de bloquear os anúncios, você ainda pode ficar com espaços vazios que quebram ainda mais a imersão. 

Suas melhores estratégias de mitigação incluem procurar nas configurações da TV por qualquer opção de “sugestões” ou de “marketing” para desativar, manter o firmware atualizado ou, em casos extremos, manter a TV offline e usar dispositivos de streaming externos para contornar totalmente a interface smart.


Os anúncios em jogos para celular são impossíveis de bloquear?

Os jogos para celular, principalmente os gratuitos, dependem muito da receita com anúncios. Os bloqueadores de anúncios têm poder limitado dentro dos jogos por vários motivos.

Muitos jogos buscam anúncios em redes de anúncios online. No Android, bloqueadores baseados em DNS ou bloqueadores de anúncios no estilo VPN (AdGuard, Blokada) conseguem bloquear muitas redes de anúncios. Isso pode impedir que os anúncios carreguem em jogos que dependem de servidores de anúncios padrão. No entanto, se um jogo não consegue acessar seu servidor de anúncios, ele pode não dar suas recompensas ou pode pausar, achando que não há conexão com a internet. 

Nos iPhones, a situação é mais complicada. O iOS não permite apps de bloqueio de anúncios para todo o sistema que atuem sobre o conteúdo; você só pode usar bloqueadores de conteúdo do Safari. Os anúncios dentro dos jogos para iPhone são praticamente intocáveis, a menos que você configure um bloqueio por DNS para toda a rede pelo seu roteador Wi-Fi.

Duas soluções simples às vezes ajudam: jogar offline (o modo avião impede que os anúncios carreguem em jogos para um jogador que não exigem internet) e verificar nas configurações do jogo se existe uma opção paga de “remover anúncios”. Muitos jogos oferecem compras baratas dentro do app para se livrar dessas interrupções.

Os bloqueadores para todo o sistema conseguem remover uma quantidade considerável de tráfego de anúncios, mas bloquear os anúncios dos jogos pode trazer efeitos colaterais, como perder oportunidades de recompensa ou receber mensagens de erro. É uma batalha constante entre jogos que exibem anúncios e jogadores avessos a anúncios.


Por que meu sistema operacional mostra anúncios embutidos?

Os sistemas operacionais modernos incluem cada vez mais anúncios ou conteúdo promocional. O Windows 10/11 exibe “aplicativos sugeridos” no menu Iniciar e anúncios em banner no Explorador de Arquivos. Alguns celulares Android (o HyperOS da Xiaomi, antigo MIUI, e a OneUI da Samsung) mostram anúncios dentro de apps do sistema ou nas telas iniciais.

Como desativo os anúncios do Windows 10/11?

A Microsoft introduziu recomendações e anúncios em todo o Windows. Felizmente, muitos deles podem ser desativados nas configurações:

No Windows 11, vá em Configurações > Personalização > Iniciar e desative “Mostrar recomendações para dicas, atalhos, novos aplicativos e muito mais”. Em Configurações > Privacidade & segurança > Geral, desative “Mostrar conteúdo sugerido no aplicativo Configurações”. Esses passos reduzem bastante a publicidade embutida.

Para os anúncios da tela de bloqueio, troque o Windows Spotlight (Destaque do Windows) por Imagem ou Apresentação de slides e desative “Obter curiosidades”. Depois de desativar essas opções, o Windows fica consideravelmente mais limpo, e o sistema não as reativa após as atualizações.

Como removo os anúncios dos celulares Xiaomi e Samsung?

A Xiaomi integra anúncios de forma agressiva ao HyperOS (antigo MIUI). Você pode vê-los no gerenciador de arquivos, no player de música ou nas telas de configurações. A empresa usa a receita com anúncios para manter os preços dos celulares baixos, mas não existe uma maneira oficial de pagar para remover todos os anúncios por completo.

Você pode desativar a maioria dos anúncios pelas configurações. Revogue a autorização do app “MSA” (MIUI System Ads), desative “Recomendações de anúncios personalizados” nas configurações de Privacidade e vá app por app (Segurança, Navegador, Música) para encontrar e desativar as opções de “recomendações”.

Os celulares Samsung não são tão carregados de anúncios, mas às vezes enviam notificações de serviços ou mostram anúncios em apps nativos, como o Clima. A Samsung geralmente permite que você recuse o marketing ao configurar o celular, ou pela opção “Receber informações de marketing” nas configurações de privacidade.

Os dispositivos Amazon Fire vêm em versões mais baratas “Com ofertas especiais”, subsidiadas por anúncios na tela de bloqueio. A Amazon permite que você pague uma taxa (normalmente US$ 10-15) após a compra para remover os anúncios de forma permanente, convertendo o dispositivo para o status “Sem ofertas especiais”. Para saber mais sobre isso, leia Como remover anúncios do Kindle.


Como esses anúncios driblam os bloqueadores de anúncios?

Os anúncios que conseguem driblar os bloqueadores têm características em comum. Eles se disfarçam de conteúdo normal. Os anunciantes usam algumas técnicas espertas aqui:

Entrega de anúncios própria (first-party)

Os bloqueadores de anúncios tradicionais bloqueiam solicitações para servidores de anúncios conhecidos, como o doubleclick.net. Quando os anúncios são servidos pelo mesmo domínio que você está visitando (anúncios do YouTube vindos de youtube.com ou anúncios do Facebook vindos de facebook.com), os bloqueadores não conseguem bloquear o domínio inteiro sem quebrar tudo. Muitas plataformas passaram a usar a entrega de anúncios própria justamente para neutralizar os bloqueadores de anúncios.

Sandbox de apps e criptografia

Os sistemas operacionais móveis isolam os dados e o tráfego dos apps por segurança, impedindo que os bloqueadores de anúncios se injetem no funcionamento interno dos apps. Todo o tráfego dos apps é criptografado (HTTPS), então os bloqueadores no nível da rede só conseguem ver o domínio que está sendo acessado, e não o conteúdo específico da solicitação.

Mesmo que um bloqueador conseguisse identificar que um determinado caminho de URL serve um anúncio, a criptografia o impede de ver essa informação. Se o domínio corresponde a conteúdo legítimo, o bloqueador fica cego. No iOS, as regras da Apple proíbem alterar o tráfego de outros apps, limitando você apenas à filtragem no Safari.

Inserção de anúncios no servidor

Essa técnica, muito usada no streaming de vídeo (Twitch, apps de TV ao vivo), costura os anúncios ao stream de conteúdo no lado do servidor. O dispositivo do cliente recebe um único stream contínuo em que os anúncios não são elementos separados que possam ser bloqueados—eles são literalmente quadros do vídeo. Quando os anúncios são injetados no servidor, os clientes não conseguem distinguir entre os trechos de conteúdo e os de publicidade, o que torna o bloqueio impossível.

Mudanças frequentes de formato e ofuscação

As empresas mudam intencionalmente o código dos anúncios ou os IDs dos elementos para enganar as listas de filtros. Se um filtro bloqueia elementos HTML com IDs que contêm “ad_banner”, os sites randomizam os IDs ou usam nomes que não acionam os filtros. Alguns sites usam nomes de classe embaralhados ou geram o conteúdo dos anúncios dinamicamente por meio de scripts, o que dificulta que os bloqueadores os peguem sem regras constantemente atualizadas.


O que realmente consegue bloquear esses anúncios difíceis de bloquear?

Embora nenhuma solução seja perfeita, combinar várias ferramentas e abordagens pode reduzir bastante até os anúncios mais teimosos:

Bloqueio por DNS no nível da rede

Ferramentas como o Pi-hole ou o AdGuard DNS atuam no nível da rede para bloquear domínios de anúncios conhecidos em todos os dispositivos. Elas não conseguem eliminar os anúncios próprios em domínios como facebook.com ou youtube.com, mas acabam com os anúncios e rastreadores de terceiros em apps para celular e smart TVs. O Pi-hole consegue impedir que jogos para celular chamem redes de anúncios e que smart TVs busquem imagens de anúncios nos servidores do fabricante.

Bloqueadores de anúncios baseados em VPN

Apps como o AdGuard para Android (um app independente) ou o Blokada funcionam como VPNs locais no seu dispositivo para filtrar o tráfego. Eles mantêm listas de bloqueio e conseguem cortar muitos anúncios dentro dos apps em todo o sistema. No Android, isso funciona de forma eficaz. No iOS, as opções são mais limitadas por causa das restrições da Apple, mas alguns apps usam abordagens de proteção por DNS para filtrar o conteúdo.

Clientes e ferramentas alternativos

Para o YouTube, a comunidade criou alternativas. 

  • ReVanced (sucessor do YouTube Vanced) é um app do YouTube modificado com bloqueio de anúncios integrado para Android. 
  • NewPipe é um frontend de código aberto para o YouTube que permite assistir sem anúncios.
  • No desktop, navegadores como o Brave têm um bloqueio de anúncios integrado forte.

É sempre recomendável usar uma conta descartável ao usar apps modificados. Pese os riscos, já que apps modificados podem violar os termos de serviço. 

Configuração de DNS privado

Os celulares Android modernos (9+) permitem configurar um DNS privado. Apontá-lo para serviços como o NextDNS ou o AdGuard DNS oferece bloqueio em todo o sistema sem instalar apps. Ele não vai eliminar os anúncios próprios, mas é um ganho rápido para cortar domínios de anúncios conhecidos.


Devo simplesmente pagar pelas versões sem anúncios?

Quando o trabalho de bloquear começa a pesar mais do que o incômodo dos anúncios, vale muito a pena dar uma boa e longa olhada nas soluções oficiais

  • O YouTube Premium basicamente acaba com todos os anúncios do YouTube em todos os seus dispositivos e inclui recursos extras, como a possibilidade de assistir a vídeos com a tela desligada e a opção de baixar vídeos. Se você usa muito o YouTube em dispositivos onde bloquear é tão chato (TVs, consoles, celulares) e valoriza o seu tempo, a assinatura pode ser um investimento que vale a pena.
  • Muitos apps permitem pagar para remover os anúncios de forma permanente. Com alguns trocados, você pode se livrar dos anúncios em um jogo de que gosta muito e ainda apoiar os desenvolvedores no processo.
  • Antes mesmo de pensar em instalar um bloqueador de anúncios, sempre confira as configurações do seu dispositivo e desative qualquer recurso embutido que esteja incomodando você. No Gmail, por exemplo, desative aquela aba “Promoções”. No Windows, desligue todos aqueles recursos de sugestão irritantes. No seu celular, vá em “Configurações de privacidade” e desative “Anúncios personalizados”. Nos dispositivos da Amazon, às vezes vale a pena pagar o pequeno valor para se livrar de todos aqueles anúncios irritantes na tela de bloqueio.

O objetivo aqui é ter uma experiência de uso sem os incômodos – às vezes isso significa jogar tecnologia pesada contra os anúncios; outras vezes significa apenas pagar pelos serviços que você quer apoiar. Você não precisa escolher um caminho ou outro; dá para misturar – use um bloqueador de anúncios no que for possível, pague pelo resto e sempre dê uma fuçada nas configurações do seu dispositivo para ver se encontra maneiras de desligar o que realmente está tirando você do sério, sem recorrer a ferramentas de terceiros.


Conclusão

Alguns anúncios não podem ser bloqueados pelos meios tradicionais por causa de como e onde aparecem — dentro de apps, a partir de fontes próprias ou entrelaçados aos streams de conteúdo. Entender isso dá a você expectativas realistas e estratégias alternativas.

Use defesas no nível da rede, como o Pi-hole ou bloqueadores de DNS, para bloquear anúncios de terceiros. Ajuste as configurações de privacidade e desative as recomendações nos seus dispositivos e apps. Para as plataformas que você usa com frequência, considere apps alternativos ou assinaturas pagas sem anúncios. Cada método tem suas desvantagens, mas, combinados, eles garantem que você, e não os anunciantes, tenha a palavra final sobre o que aparece nos seus dispositivos.